Com mímicas e bom humor, vendedores tentam “desentulhar” alimentos no Mané Garrincha

Comerciantes atraem clientes até no grito, mas falta público no estádio para tantos produtos à venda. Em campo, Canadá venceu a alemanha por 2 x 1 no futebol feminino

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LARISSA RODRIGUES - METRÓPOLES

Os vendedores de alimentos e bebidas que trabalham no Mané Garrincha durante o jogo da tarde desta terça-feira (9/8), entre as jogadoras de Alemanha e Canadá, válido pelas Olimpíadas, não estão satisfeito. Dentro de campo, a partida terminou em 2 a 1 para as norte-americanas. Nas arquibancadas, o movimento está fraco. Sobra pipoca e falta comprador. Embora os organizadores do evento ainda não tenham divulgado o público presente, a estimativa é de que não haja mais do que 8 mil torcedores.

Para tentar desentulhar a mercadoria, o vendedor Edson José de Fera, contou à reportagem que grita por clientes, apesar de alguns não entenderem bem o que ele fala. “Me ensinaram a falar pipoca em inglês. Popcorn, né?”, brincou. Mas o vendedor disse que, neste jogo, “tem muito alemão”, o que complica a comunicação.

“Já os brasileiros compram pouco e reclamam do preço da pipoca. É R$ 12, mas a gente só fica com R$ 1. O resto é do patrão”, afirmou Edson Fera, vendedor.

As vendedoras que trabalham em um dos bares do estádio nem tentaram aprender outra língua. Segundo elas, tudo é resolvido na base da mímica mesmo. “Eu vendi para um canadense agorinha. A única coisa que eu entendi ele falando foi o nome da marca de refrigerante, que é famosa no mundo todo. O resto eles apontam, mostram quantas unidades querem com os dedos e, assim, a gente vai virando”, explicou Juliana Pereira.

Larissa Rodrigues/Metrópoles
LARISSA RODRIGUES/METRÓPOLES

Segundo as comerciantes, o movimento durante os jogos do Brasil, na semana passada, foi animador. Em certos momentos faltou comida em alguns dos bares da arena esportiva, como mostrou o Metrópoles, e muitos torcedores reclamaram. Mas, agora, os vendedores acreditam que alguns alimentos podem até perder. “No jogo de domingo (7), a pipoca acabou antes do Brasil entrar em campo. Hoje, se sobrar, a gente vai dar para as crianças”, disse Edson José.

Fonte: Metrópoles

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