Vendas online na região metropolitana de São Paulo tem queda de 4,5%

A pesquisa também traça as comparações entre o faturamento mensal do e-commerce e das lojas físicas no Estado, segmentadas em 16 regiões

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O comércio eletrônico na região metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou queda no faturamento de 4,5% no primeiro trimestre de 2016. Apesar das regiões de Osasco (1,8%) e ABCD (0,4%) registrarem crescimento no faturamento real em relação ao mesmo período do ano anterior, Capital (-5,8%) e Guarulhos (-10,4%) influenciaram no resultado negativo da RMSP.

Já as maiores quedas foram observadas no interior, com destaque para as regiões de Presidente Prudente (-30,4%) e Bauru (-21,6%). É o que aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada por meio de seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a E-bit/Buscapé.

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico FecomercioSP/E-bit traça as comparações entre o faturamento mensal do e-commerce e das lojas físicas no Estado, segmentadas em 16 regiões. Também são disponibilizados dados de números de pedidos, tíquete médio e variações reais das vendas do setor.

Com relação ao tíquete médio, as regiões de Marília (R$ 472,97) e Taubaté (R$ 470,39) se destacaram com os maiores valores do Estado. Já as regiões de Guarulhos (R$ 374,81) e Sorocaba (R$ 365,32) foram as que apresentaram os menores gastos por pedido no varejo online, superando apenas a capital (R$ 339,71).

Ainda segundo a pesquisa, os melhores resultados com relação ao número de pedidos no primeiro trimestre do ano foram vistos nas regiões de Campinas (819.601) e Osasco (666.298). Já as regiões com os menores números de pedidos foram Presidente Prudente (117.004) e Araçatuba (126.882).

Em todo o Estado de São Paulo, as maiores participações do e-commerce no varejo total foram observadas nas regiões do ABCD (4,5%), Capital (4,2%) e Campinas (3,8%). Já as de menor representatividade foram São José do Rio Preto (2,2%) e Osasco (2,3%).

Para a assessoria econômica da FecomercioSP, o resultado da atual pesquisa não chega a surpreender as estimativas divulgadas nos relatórios anteriores, especialmente porque o cenário vigente não tem sido favorável para as vendas, especialmente nos setores de eletrodomésticos, eletrônicos, vestuário, calçados e acessórios, os mais vendidos no comércio eletrônico.

Desempenho estadual

O comércio eletrônico paulista registrou faturamento real (já descontada a inflação) de R$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2016, recuo de 7,4% na comparação com o mesmo período de 2015. Em 12 meses, o setor acumula queda de 2,7%. É o que aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada por meio de seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a E-bit/Buscapé.

A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista também caiu e passou de 3,6% nos primeiros três meses de 2015 para 3,3% no primeiro trimestre deste ano. Já o número de pedidos online no Estado atingiu 9,529 milhões no mesmo período, ante os 10,267 milhões registrados em janeiro, fevereiro e março do ano passado.

Segundo a assessoria econômica da Federação, a retração no faturamento do comércio eletrônico pode ser explicada, dentre outros fatores, pelo fato de muitas das atividades que mais estão sofrendo com a crise, como vestuário e calçados e eletrodomésticos e eletrônicos, serem exatamente as com maior participação no varejo online.

Por outro lado, o tíquete médio (faturamento por pedido) ficou praticamente estável na comparação com o primeiro trimestre de 2015 e apresentou os mesmos R$ 378. Nos três meses iniciais de 2014, porém, o valor era 9,1% menor (R$ 344).

Para a FecomercioSP, uma das razões para o aumento no valor médio de faturamento por pedido em dois anos é o fato de as vendas do e-commerce terem se concentrado em itens de maior valor. Além disso, a crise econômica pode ter freado a migração das camadas de menor renda para esse canal de compras. E, com a maior participação das faixas de maior renda, o valor do tíquete médio mantém-se elevado.

Fonte: Investimento Notícias

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