Valor médio do presente do Dia dos Pais será de R$ 105, afirma Acic

Faturamento será de R$125,2 milhões contra R$127,9 milhões em 2015. Itens mais procurados em Campinas serão calçados, gravatas e camisas

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As vendas no Dia dos Pais devem ter queda 2,11% este ano em comparação com o mesmo período do ano passado em Campinas (SP), segundo um levantamento feito pela Associação Comercial e Industrial (Acic). Já o valor médio do presente no município será de R$ 105 e os itens mais procurados serão calçados, gravatas e camisas, seguidos por eletroeletrônicos, celulares, barbeadores e notebooks.

A expectativa de faturamento este ano em Campinas é de R$125,2 milhões contra R$127,9 milhões em 2015. Além disso, segundo a associação, o volume de contratações também deve cair 4,91%.

Segundo a vice-presidente da Acic, Adriana Flosi, a queda reflete a crise econômica que o país atravessa. No entanto, ela ressalta que a data não costuma ter vendas tão expressivas como o Natal e o Dia das Mães.

“É um período de incertezas. Temos uma perspectiva de que isso melhore, mas sem datas precisas. As pessoas não vão se arriscar e fazer uma dívida comprando um presente porque, na manhã seguinte, podem estar desempregadas”, explica.

Contratações
Além da queda nas vendas, Adriana afirma que a crise vai afetar também o número de contratações no município.

“Como já existe o desemprego, a contratação será bastante tímida. Isso porque o Dia dos Pais tem uma venda forte, mas não como o Dia das Mães, por exemplo. Não há um potencial tão grande que um lojista precise contratar mais pessoas além daquelas que já fazem parte de sua equipe”, pontua.

Inadimplência
De acordo com a Acic, de janeiro a junho deste ano foram 123.138 carnês sem pagamento no município, o que representa um aumento de 5,98% se comparado com o primeiro semestre do ano passado. Já na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o endividamento dos consumidores chegou a R$ 216 milhões.

Comerciante
Adriana orienta ainda que os comerciantes busquem estratégias para atrair o consumidor.

“Ele deve pensar em qual será a sua estratégia, ao invés de pensar numa queda de vendas. É importante ter vitrines atrativas, melhorar a faixa de preço, assim como dar descontos ou parcelar valores, porque o consumidor vai tentar tudo para não se endividar”, explica.

Consumidor
Já para o consumidor, a vice-presidente reforça que ele faça uma pesquisa prévia de preços antes de comprar qualquer item. “O consumidor tem sempre que procurar aquilo que é mais vantajoso para ele. Ele tem que procurar qualidade, mas não se esquecer do preço. É importante ter o computador e o celular sempre em mãos”, pontua.

Usando a imaginação
Frente ao momento de crise, os irmãos Alexandre e Eduardo Aranha Alves Ferreira deciciram se unir  na compra do presente para o pai.

“Sempre compramos algo, mas nada fora do orçamento. Nos juntamos para pagar, pois fica mais fácil para os dois. Meu pai mesmo nos fala para não gastarmos com presente, mas sempre damos um jeito”, diz Alexandre.

Para economizar, a estudante Ana Luisa de Oliveira afirma que a saída encontrada foi usar a imaginação e pensar em presentes criativos baratos.

“Meu pai sempre amou as cartas que faço para ele desde pequena. Quando fiquei mais velha, parei de escrever e comecei a dar presentes que compro com o meu dinheiro. Porém, percebi que ele sente falta delas e, ao mesmo tempo, estou sem muito dinheiro para dar algo muito bom. Decidi escrever uma carta para ele e pedir para a minha irmã, meu irmão e minha mãe fazerem o mesmo”, conclui.

Fonte: G1

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